24 OUT 2017, terça-feira
 
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CASCAIS JOVEM

Quem tem medo do Pai Natal?

 

 

 

 

Nas semanas que antecedem o ponto alto desta quadra, personagens de barbas brancas invadem centros e superfícies comerciais, oferecendo balões, pequenas ofertas e disponibilizando-se para tirar fotografias com os mais pequenos. A imagem do senhor que leva os presentes no Natal continua a ser acarinhado por miúdos e graúdos, mas há cada vez mais casos de crianças que, perante a figura do senhor velhinho de óculos, grande barriga, acompanhado de um sonoro “Ho, ho, ho!”, ficam muito assustadas e irrompem em choro.

A manifestação mais habitual é o choro e o afastamento do que os assusta, procurando refúgio nos pais, protetores habituais, ou em alguém em quem confiem. Também podem tremer, choramingar, ficar inquietos e sofrer com o aumento do batimento cardíaco. Aconselha-se aos pais a, progressivamente, habituarem os filhos a lidar com a imagem, invulgar, do Pai Natal. Se a criança se mostrar muito assustada, não se deve forçar a aproximação e o contacto físico para o habitual beijinho, sentar ao colo ou fotografia.

O que pode provocar o receio?: As crianças formam laços com pessoas familiares e tendem a afastar-se de estranhos. Além disso, não estão habituadas a ver pessoas disfarçadas e sentem uma certa rejeição porque é fora do normal – como a barba e a barriga proeminente – e não as aceitam (tal como acontece muitas vezes também com os palhaços). Quanto mais invulgar for a figura, maior ansiedade provocará. A idade da criança também é um fator importante, bem como o seu temperamento.

De acordo com os especialistas do Centro da Criança e do Adolescente, a ansiedade face a estranhos surge entre os sete e os nove meses. Mais tarde, entre os 12 e os 18 meses, surge a ansiedade de separação, fazendo com que a criança demonstre descontentamento quando é deixada em algum lugar, sem o progenitor. “A idade mais crítica será, em princípio, até aos dois a três anos.”

No entanto, aqui ficam algumas dicas para os pais:

 - Não valorizar o medo da criança, uma vez que acabará por constituir um reforço e ter um efeito contrário ao pretendido. Atenção que “não valorizar”, não significa, não dar importância!….

 - Não forçar a aproximação ou o contacto físico. Se a criança não quer ir dar um beijinho ou sentar-se ao colo do Pai Natal, não deverá ser forçada.

 - Perante o medo, pegar-lhe e transmitir-lhe segurança.

 - Em casa, pode estimular o contacto visual gradual com imagens do pai natal.

 - A exposição ao estímulo fóbico e a modelagem poderão ajudar. Isto é, a criança observar outras crianças ao colo do pai natal poderá funcionar como um estímulo.

 - Apoiar-se, por exemplo, em histórias sobre o medo dirigidas a crianças.

 - Nas crianças mais velhas poderá ser a altura ideal para explicar o significado, a verdade sobre este homem de barbas, fazendo referência ao simbolismo da bondade, generosidade, partilha e atitudes de compreensão que se associa à época de Natal, dando exemplos familiares ou através de histórias para que a criança entenda a fantasia que está ligada ao Pai Natal. Nesta época. mesmo deixando de acreditar que o pai natal existe, viva esta fantasia sempre de uma forma saudável e alegre.

 

 

Fátima Andrade

Psicóloga Clínica

Espaço S




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tags Natal, Pai natal, Cascais Jovem, jovem, juventude, prendas, presentes
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