21 AGO 2017, segunda-feira
 
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O amor é assim

As relações amorosas de hoje...

 

Na sociedade em que vivemos e nos dias que correm, as relações nos dias de hoje não são como eram. São vividas na base do ciúme e na desconfiança. Os namorados é que escolhem as roupas das namoradas quando vão sair na sexta-feira à noite. Eles têm acesso às passwords de e-mail e Facebook. O contrário não acontece. A primeira relação sexual é quase forçada, o ciúme desmesurado é visto como natural e a traição deles como uma falha dela. A primeira chapada é um “eu mereço”… “Eu é que não agi bem”. As relações amorosas são assim? Onde podemos ser maltratados, rebaixados e humilhados? Onde não existe o poder de escolha? Onde não existe privacidade? Onde a opinião não importa? Onde não existe amor-próprio? Onde somos anulados e vivemos como se fossemos a extensão do outro? 

 

Será isto uma relação amorosa? 

 

Os últimos dados oficiais da PSP, de 2016, do Programa Escola Segura, que abrange 1,1 milhões de alunos, mostram a dimensão do fenómeno: 1787 casos denunciados à polícia, a maioria dos quais (1020) entre ex-namorados e 767 entre namorados. Desses, 103 ocorreram entre menores de 17 anos: 58 entre ex-namorados e 45 entre namorados. Há três anos que a violência no namoro tem vindo sempre a aumentar, com a maior subida a registar-se de 2013 para 2014 (mais 501 casos), aumento explicado pelo facto de esta prática ter passado a ser punida criminalmente a partir de 2013, integrada no crime público de violência doméstica.

 

Então o que é uma relação amorosa?

 

Uma relação amorosa envolve principalmente autoconhecimento e conhecimento do outro. Contempla necessidades sob uma perspetiva adequada e comporta-se na direção de satisfazê-las; Não dependemos dos outros para sermos completos; Sentimo-nos emocionalmente seguros e assim conseguimos tolerar/aceitar sentimentos de tristeza e ansiedade (por exemplo), sem que nos deixemos consumir por eles; Sabemos identificar que somos amados e não precisamos procurar comportamentos na outra pessoa que possam provar isso; Sentimo-nos capazes de avaliar as situações e fazer julgamentos baseados em dados de realidade; Aceitamos comportamentos de imperfeição em nós mesmo e nos outros e não nos sentimos humilhados ou amedrontados quando cometemos erros; Sabemos que não podemos controlar tudo que acontece; Sentimo-nos completos; Somos capazes de planear o futuro enquanto vivemos o momento; Possuímos a habilidade de lidar com a empatia, o sentimento de culpa e a flexibilidade para mudança; Sabemos que ao sair da nossa zona de conforto é essencial para o bem-estar na relação. A base da relação amorosa é a confiança e o respeito. 

 

Sabes que no Espaço S podes encontrar um Psicólogo para falares sobre o que estás a sentir… A passar. É um espaço confidencial e gratuito. O Psicólogo ajudar-te-á a lidar com o que se passa à tua volta. É importante saberes que existe uma consulta direcionada para a Violência no Namoro.

 

Natacha Mota Penalva 
Psicóloga Clínica 
Espaço S

 





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